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LEVE

Há sorrisos cravados nos lençóis úmidos. Brincam os prazeres sobre a nossa cama mutante. Ri, ri, enquanto me entra devagar e me toma tua. E a minha dança te cerca entre livros e mesas de refeição. Não se demore na realidade nem um segundo. Colha prazeres redivivos dos minutos pungentes do nosso tempo. Mãos que descem por bordas de tecido branco e que sonham de noite com subidas abissais por fendas abertas. Corpo no corpo tão perto que entre lento. Não durmo porque te ouço convite pela noite adentro. Não se aquieta esse prazer que ri e que pulsa e brilha molhado nos teus lábios saindo dos meus. Ocultos. As paredes brancas e a casa vazia e esse jogo subversivo de entrega. Visite meus segredos guardados entre dobras de pele. Eu te abro portas e pernas e silêncios sonoros. Tem cor esse teu quente incisivo que enche essas horas que são tuas. Cartografias de pele e pecado. Traga tua boca falante para dentro da minha e me divida ao meio com tua língua profunda. Cale as minhas bobagens e as tuas gracinhas no gozo-encaixe que me molha toda. Escorra teus prazeres nos meus e se deixe em mim mais um pouco. Alhear, alhear. Porque eu sigo refém dos meus desvarios e te quero sorrindo rios entre as pernas minhas.



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